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segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que você vê???

Há pessoas que se posicionam dessa forma: " Só acredito no que eu vejo!".
Aí eu pergunto: "O que você vê? Qual o tamanho então do seu mundo?
Aí me pergunto: "Será que elas não acreditam no ar? Nas ondas de rádio, televisão, sonoras? No átomo? NO SOM??? Será que elas não acreditam que tem sangue dentro dela (a não ser elas derramem sangue?).
E tem gente que acredita que o mundo é o que ela vê na TV.
Pergunto: o que te mostram? O que te escondem?
Será mesmo que o mundo é o que se vê? Será?

"Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem.

Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os cegos tinham apalpado o paquiderme , o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura. “Nada disso”, interrompeu o que tinha apalpado a orelha. “Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto”.

O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: “Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água…”. “Essa não”, replicou o que apalpara a perna, “ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste…”. Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam.

O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem.
- De uma certa forma, vocês estão todos certos. O elefante é tudo isso que vocês falaram, explicou.
- E de uma certa forma, vocês estão TODOS errados. Pois "Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante.” (fábula Indu antiga e muito conhecida)



 

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Pergunto então novamente... o que você vê? Essa é a verdade?
Ou parte dela?
Analisar certos assuntos práticos sem experiência, sem a vivência é perigoso! Pois pode não se ter toda a verdade! Analisar certos assuntos operacionais somente detrás da escrivaninha, analisar o mundo somente atrás da tela do computador pode sim trazer conhecimento, mas NUNCA o entendimento da vivência, da experiência!
Portanto, esse conhecimento não é completo, não é toda a verdade!
E acreditar que esse conhecimento sem vivência por si só basta é tão leviano quanto uma pessoa que não sabe nadar e que lê um livro de como aprender a nadar em 10 lições e se joga numa piscina funda!


- Mauricio Franchi -

4 comentários:

  1. excelente texto adorei, não conhecia a fábula, e também gostei demais, nestes tempos que estamos cheio de manipulação, e edição na hora da notícia, temos que procurar ler edições conceituadas e livres de ideologias, para tentar se possível tirar conclusões. Obrigada querido Mauricio, sempre nos brindando com textos maravilhosos, beijos da prima Emília.

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  2. Mau, essa fábula eu não conhecia, porém tem uma da montanha que escutei de meu patrão. É semelhante. É assim que devemos considerar coisas. Só a teoria não basta. É recomendável vivenciar o que se defende como certo, pois assim haverá arcabouço para sustentar satisfatoriamente o que se acredita. Entretanto, não há como vivenciar tudo que acreditamos ser certo ou errado. O inteligente aprende com a experiência do outro também. Contudo, vamos sim analisar o global do assunto, para tirarmos conclusões mais perto da justiça, juntar as experiências. Amei teu texto! Reflete bem o que necessitamos fazer para sermos melhores pessoas. Forte abraço!! :)

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  3. Bacana, Mau! Mesmo o que vive a experiência, vive por um certo período de tempo... Mesmo assim, não pode conhecer o todo e todas as experiências dos outros... Assim digo que preciso dos outros para viver outras experiências e pensar de diversas formas! Gratidão pelo texto! Abs.

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  4. Adorei! não conhecia essa fábula. Mas uma coisa é certa... nós usamos o nosso eu para tudo que vivenciamos. É nossa alma, com toda nossa experiência, caráter, características de formação, qualidades, defeitos, enfim, tudo que nos forma é o faz nosso "olho" funcionar. Nosso modo de ver o mundo, está especificamente ligado à nossa alma. Nós temos a nossa própria visão de mundo e a partir daí, tomamos nossas decisões ou mostramos nosso ponto de vista. Beijão primo querido!

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