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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sermos aceitos, essa nossa necessidade!


Há um paradoxo na visão e conduta humana no tocante à aceitação de nós mesmos!
Pois a coisa que mais desejamos é sermos aceitos, certo?
Em termos, diria que sim!
Explico!
Na verdade desejamos sim sermos aceitos, mas não agimos nessa direção!
A necessidade de sermos aceitos "como somos" perde força para a nossa necessidade de nos sentirmos "inseridos", "partes de algo" (começando pela família, depois amigos, colegas de escola, de trabalho, de um grupo religioso, grupo de estudo e por aí vai).
É justamente aí que nos desviamos do caminho.
Porque nossa necessidade de nos sentirmos inseridos (que traz uma falsa sensação de sermos aceitos), nos faz procurar sermos "normais". Medianos. 
Iguais a todos do grupo que desejamos pertencer!
Passamos a falar como o grupo, agir como o grupo, etc., etc... fazemos tudo para nos sentirmos "parte" desse grupo.
E mudamos, adaptamos a nossa forma de ser e agir (nem sempre em acordo com nossa verdadeira vontade, nossa essência!) para essa aceitação!
Mudamos até a forma de pensar!



Mas vai dar errado!
Tudo que fizermos nesse sentido, vai dar errado!
E uma hora as máscaras vão cair!
Porque não estamos sendo autênticos!
Verdadeiros!
Espontâneos!
E mantermos essa máscara (ou pior, várias máscaras) é custoso!
Não pelos outros!
Mas por nós mesmos!
Porque algo lá dentro nos diz que há algo errado!
Existe uma vozinha aguda, insistente que nos diz que estamos agindo errado!
É a voz da nossa alma, junto com o coração!
Isso eu gosto de chamar de "nossa essência"!
Podemos nos sentir "aparentemente" aceitos, acolhidos, queridos num grupo... mas estaremos profundamente insatisfeitos!
Porque nossa "essência" não gosta de prisão!
Não aceita!
E vai nos sabotar! Ah vai...
Vai fazer nossa participação nesse grupo fracassar!
Até nós buscarmos nos conhecer (isso significa ouvirmos a vozinha da nossa alma nos falando!), e nos libertarmos dos grilhões da aprovação dos outros!
Da aceitação dos outros!
Da opinião dos outros!
Do carinho dos outros!
Do amor dos outros!
Do que for que venha dos outros!
Talvez essa descoberta possa ser através da terapia!
Seja com um psicólogo ou psicanalista!
Ou um terapeuta da alma!
Ou por alguma escola filosófica ou espiritual!
Não importa qual devemos seguir, mas devemos achar nosso caminho!
E esse caminho invariavelmente será através de nós mesmos!
De nos descobrirmos!
De nos conhecermos!
De nos amarmos!
De nos aceitarmos!
Aí ao contrário dos nossos pensamentos iniciais, seremos sim aceitos de verdade!
Porque ao nos descobrirmos, nos respeitaremos!
Seremos naturais e honestos conosco!
E isso nos liberta!
Isso nos dá poder!
Isso é nos sentirmos na presença de nós mesmos!
Aí acaba aquela nossa "necessidade", aquela carência de algo externo, porque estamos supridos de um poder interno!
Aí não nos importamos mais se nos aceitam, ou não!
Invertemos a coisa!
Nós que decidimos, que escolhemos se "aquele" grupo nos merece!
Se combina com a gente!
Se é importante para nós!
Se nos faz bem!
Se nos acrescenta!
Através dessa conduta forte, majestosa e dona de si (não confunda isso com arrogância e soberba, nem vaidade!) , realmente encontraremos na nossa caminhada pessoas que "batem" com nossa energia! 
Que combinam!
Descobrimos verdadeiras afinidades!
E elas nos aceitam de verdade!
Porque nos aceitamos de verdade!
Aceitamos levar nossa presença para aquele grupo!
E não nos amoldar àquele grupo!
Aparecerão pessoas que realmente irão se deparar e gostar da verdadeira pessoa que nós somos!
Nossa essência!
E aquela "vozinha" chata reclamando, nos cutucando dará vez a uma voz serena e suave nos confirmando!
Não é paradoxal?
Queremos ser aceitos e não conseguimos!
E só conseguimos quando (nos aceitando) deixamos de ter a necessidade (carência) de sermos aceitos!
Porque a decisão agora é nossa! (o tal empoderamento)
E não impulso do nosso inconsciente! (nossa carência que nos faz sermos marionetes).
Só conseguimos quando não queremos mais!
Essa é a chave!
Então junto com meu convite a uma reflexão, fica a indicação, a sugestão de nós procurarmos ajuda!
Procurarmos um caminho!
E esse caminho começa invariavelmente dentro de nós!
Mas qual o caminho para essa "busca interior", para o "autoconhecimento"?
Querem saber mesmo?
Ouçam aquela "vozinha" interna!
Ela vai te dizer qual o caminho certo!
E nesse "caminho" irá descobrir um imenso, profundo e real amor por si!
Auto estima!
Amor próprio!
E se amando de verdade, primeiramente, poderá amar (aceitar) os outros igualmente!
Praticando a máxima do "Mestre": "amar o próximo como a si  mesmo!"
Aceitar o próximo, como a si mesmo caberia aqui igualmente!



- Mauricio "Veeresh Das -





Um comentário:

  1. Texto bastante útil para darmos uma parada e refletirmos. Primeiro temos que nos aceitar para posteriormente sermos aceitos pelos outros. Parece uma coisa fácil, porém nem sempre transcorre de maneira fácil e natural. Seria no mínimo humano "aceitar o próximo como a si mesmo". Parabéns pelo excelente texto, Mauricio!

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